O tempo

A vida passa depressa

E a gente sem perceber

Só quando vem a lembrança

Começamos a viver.

Os filhos todos crescidos

E a nossa vida parada.

Ficamos tão distraídos

Que nos perdemos na estrada.

A vida prossegue sempre,

O tempo não se distrai.

Se não seguirmos em frente,

Ficaremos sempre atrás.

Despertei pra minha vida,

Acho que dormi demais.

Mas depois da sacudida,

Eu não durmo nunca mais.

Peguei caneta e papel,

E tudo estou anotando.

Me sinto até mais saudável,

A vida estou desfrutando.

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Só poesias

Bem vindo seja o amigo,

Aquele que me entende.

Divide tudo comigo, 

Estando triste ou contente.

Plantei uma sementinha,

E logo um broto nasceu.

Junto com outra plantinha,

Que ali também floresceu.

O meu cãozinho atrevido,

Sempre que quer passear,

Puxa a barra do vestido,

E a guia, vai me mostrar.

Olhei uma joaninha,

Voando no meu jardim.

Ela é tão pequenininha,

E veio pousar em mim.

As férias estão chegando.

Em breve tu vais chegar.

A saudade vou guardando

Pra juntos comemorar.

Flor triste

Desde muito pequenina,

Sendo ainda uma menina,

Não lhe era permitido

Abraçar o ser querido.

Buscava na poesia,

Com avidez doentia,

No meio de suas rimas

Aquele amor que não tinha.

Mesmo depois de crescida,

Tiraram da sua vida

O simples prazer de amar.

Seu destino era tristonho.

Perdeu seu irmão amado

Com ele perdeu, seu sonho.

Carpe diem

Pagou caro nesta vida

Por ter a alma aquecida, 

Declarando seu carinho

Por quem vivia sozinho.

Os pobres e os desvalidos,

De todos os esquecidos.

Os que eram olhados de lado,

E que eram discriminados.

Derramava o seu afeto,

Àqueles que não têm teto.

Àqueles que nada têm

Sacrificou sua vida,

Escondeu sua ferida,

Pra não machucar ninguém

O lobo,o sabiá e o macaco

O lobinho curioso

Quis pegar o sabiá.

Sabiá muito ligeiro,

Lá no alto foi pousar.

O macaco no seu galho,

Começou a gargalhar,

Fazendo muitas caretas,

Pro lobinho irritar.

O lobinho magoado,

Tentou na árvore trepar.

O macaco assustado,

Fugiu pra não se ferrar.

Os lobinhos se abraçaram,

Felizes com a brincadeira.

Foi um dia divertido,

Valeu pra semana inteira.

A explicação

Dos meus tempos de menina

Estou sempre a recordar.

É a fase da minha vida

Que mais gosto de lembrar.

Papai, sentado e lendo,

Pra ensinar a lição.

As histórias vai tecendo

E nos dando a explicação.

Com o jornal em sua mão,

Nos mostra o que está errado,

Pra gente não fazer não.

Ficávamos encantados, após a sua lição

E o rosto transfigurados

Tamanha a nossa emoção.

Careca não

O rapaz apaixonado

Queria com ela casar.

E foi todo animado,

Sua mão solicitar.

A jovem toda encantada,

Estava muito feliz.

Mas ficou decepcionada

E com um jeito infeliz.

Ao retirar o chapéu,

Para na casa adentrar,

Um susto a fez recuar.

O noivado nem foi feito,

Devido a decepção.

– Careca!! Não caso não!