O pai

Louro, carinhoso, educado

Olhos verdes como o mar

O sorriso era pouco esboçado.

Não era de conversar.

Estava sempre calado,

Mas sempre a observar.

Do que acontecia a seu lado,

Nada deixava escapar.

Trabalhador, dedicado.

Bom filho é bom irmão,

Companheiro inseparável.

Dos filhos, era parceiro.

Ele sempre os encantava

E por eles tudo enfrentava.

Nosso lobinho

Ele é nosso lobinho

E nos é muito especial

Participa com carinho

E seu jeito angelical

Esboça sempre um sorriso

E tudo quer aprender.

É sempre liso e preciso

No seu modo de entender.

Sua participação é perfeita

E nos dá muita emoção

Pois nunca esquece a lição.

Com ” a cauda da serpente”

Brincadeira preferida,

Ele a todos contagia.

Sentimentos

Amor, orgulho, tristeza,

Alegria, esperança, amizade,

Ambição, ciúme, incerteza,

Avareza, paixão e saudade.

Alegria, ira, frustração,

Ódio, sonho, insegurança,

Perdão, fé, satisfação.

Sentimentos ou lembranças?

Qual o melhor?  Não sabemos.

Dependendo do momento,

Um invade o coração.

Seja dor ou euforia,

Somente a esperança

É a melhor companhia

Brincar ou estudar

Entre o nascer e o crescer

Muitas coisas acontecem.

Uns preferem o saber,

Outros do saber esquecem.

Quem busca a sabedoria,

Estuda sempre a lição. 

Vai lendo linha por linha

Pra ter sua profissão.

Quem não gosta de estudar

Fica sempre distraído.

E o tempo todo a falar:

– Não, eu não gosto disso.

Quem estudou o idioma,

Demonstra muita alegria,

Ao receber seu diploma,

Que divide com a família.

E, o jovem desligado,

Que o tempo todo perdeu…

Julga-se um injustiçado,

Porque nada aprendeu.

Amor perdido

Precoce, desde menino

Teve amores divinos.

Intensamente viveu

E plenamente morreu.
Voou como passarinho,

Aquele que não tem ninho.

Em muitos galhos pousou

E em nenhum deles ficou.
Procurou por toda parte

A sua cara metade.

Porém nunca encontrou.
Aquela, que mais amou,

Talvez por que teve medo,

Dos seus braços escapou.

Jack

Lembro de Jack, um cãozinho

Em que eu fiz um carinho.

Eu ouvia sempre um latido,

E  lá de trás, escondido,
Vinha o cãozinho apressado, 

Correndo para o portão,

Pra me fazer um agrado.

E,  eu  não continha a emoção.
Ele estava sempre trancado,

E todos ali o temiam.

Mas bastou um leve afago,

Pra fera ficar mansinha.