Crescer

O crescer é uma fase

Difícil de se explicar.

É preciso dar a face,

Pra grande poder ficar.

Primeiro você aprende

A andar e a falar.

Começa a ver a verdade

E aí, não quer mais calar.

Tem a fase da escola,

A fase de namorar.

A fase de não dar bola,

E a fase se se casar.

É aí, que tudo complica.

Ah! A fase de partilhar.

A mulher cuida da casa,

E o homem, vai se esbaldar.

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A amizade

A amizade vem com o tempo

E o tempo, a fortalece.

Quanto mais passar o tempo

Mais a amizade cresce.

Você

Sem você sou descontente,

Estou sempre a recordar.

Restou-me a dor ardente

E o verde do teu olhar.

Imagino-te tristonho.

Oh! Que saudades me dá.

Parece que foi um sonho.

Não posso mais te fitar.

Ir em busca do passado,

Só me traz muita tristeza.

Amor, eu te trago guardado

Ontem e hoje com certeza.

O novo ano

O ano novo chegou,

Chegou trazendo esperança

E o povo se alegrou

Envolto em suas lembranças.

Que todos os nossos desejos

Possam se realizar.

Isso é tudo que almejo

E que estou a suplicar.

Saúde, paz, alegrias,

Trabalho, estudo e união.

Todos juntos com a família,

Nessa comemoração.

E que os anjos em coro

Entoem uma canção.

Abençoando esse povo

E toda a nossa nação.

Flecha

Flecha é um cãozinho,

Todo cor de caramelo.

Ele é louco por carinho

E gosta muito de chinelo.

Ele é bem pequenininho,

Mas gosta de aprontar.

Ele corre bem ligeirinho

Pro nosso pé mordiscar.

Na hora da refeição,

Senta bem comportadinho,

Com uns olhos bem pidão,

Pra ganhar um pedacinho.

Se a visita toca à porta,

É o primeiro a chegar.

Tem que caminhar atenta,

Pra nele não tropeçar.

O chinelo bem depressa,

Nem precisa procurar.

Não adianta ter pressa

Ele está a segurar.

Vem num salto bem certeiro

Para com a gente brincar.

Com o dente bem afiado,

Pode até nos machucar.

 

A carta

Ao despertar hoje cedo

Não queria levantar

Meu corpo todo doído

Nem conseguia sentar.

Com muita dificuldade

Comecei a me arrumar.

Sentia muita saudade

Pois você não vai voltar.

De repente a campainha

Iniciou a tocar

E eu muito amoadinha

Fui ao portão espiar.

Lá havia uma cartinha

E, ao ler, me emocionei.

Nela a pessoa dizia:

– Levantai!  Não esmorecei!

Fiquei pensando naquilo

“A tristeza não faz bem”

Logo peguei meu bloquinho

E fui escrever também.

Envelopei as cartinhas

E numa alegria insana

Fui levar a alegria

A quem estava tristonha